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Leilão realizado pela ANP aumenta mercado de campos onshore

Leilão realizado pela ANP aumenta mercado de campos onshore

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) realizou a sessão pública do 1º Ciclo da Oferta Permanente, em que foram 45 áreas arrematadas (33 blocos em bacias e 12 áreas com acumulações marginais). Este é o primeiro leilão em 20 anos em que a Petrobras não está presente, segundo o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, que definiu ainda o sucesso do leilão como “efetivamente a substituição do monopólio por uma indústria”.

Das áreas arrematadas, 33 blocos licitados estão localizados nas bacias Sergipe-Alagoas, Parnaíba, Potiguar e Recôncavo, e 12 áreas com acumulações marginais (sendo apenas 3 blocos offshore) nas bacias Potiguar, Sergipe-Alagoas, Recôncavo e Espírito Santo. Isso quer dizer, que 97% dos investimentos assegurados (R$ 312 milhões) serão destinados ao mercado nacional onshore.

Para os blocos exploratórios, o bônus total arrecadado foi de R$ 15,32 milhões (ágio médio de 61,48%) e há previsão de R$ 309,8 milhões em investimentos. Já para as áreas com acumulações marginais, o bônus total foi de R$ 6,98 milhões (ágio de 2.221,78%), com previsão de R$ 10,5 milhões em investimentos.

“Temos atualmente, no Brasil, um estoque de 301 contratos de exploração, e hoje foram 33 contratos novos de blocos exploratórios – mais de 11% do que temos contratado. Claro que não podemos comparar em dimensão com o pré-sal, por exemplo. Mas, se olharmos o número de áreas, nos leilões que fizemos de 2017 para cá, foram 72 blocos, só hoje contratamos 33 blocos e 12 áreas com acumulações marginais. É absolutamente simbólico”, disse Oddone.

O 1º Ciclo da Oferta Permanente foi o primeiro leilão onshore do país em que a Petrobras não fez parte. A consolidação desse novo modelo de licitação oferece um portfólio de blocos e áreas com acumulações marginais para exploração e produção de petróleo e gás natural em terra.

Com o resultado da Oferta Permanente, a ANP prevê um aumento de 40% na quantidade de operadores independentes no onshore brasileiro. A agência estima ainda que haverá 10 novos operadores independentes produzindo em campo terrestre, podendo chegar a atingirem a marca de 25 no mercado onshore no Brasil, além da Petrobras.

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