Portos

Mais crise para o governo Bolsonaro com a privatização de portos

No concorrido 30º aniversário da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), no dia 14 último, em Brasília, entre importantes e esclarecedores pronunciamentos de autoridades, o discurso do Secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni e Silva, surpreendeu políticos do Congresso e representantes setoriais. Foi uma defesa disparatada de uma inexorável privatização da gestão dos portos brasileiros, sem argumentos convincentes, acima de tudo.

Em seguida, discursos de deputados e senadores rebateram a exposição do secretário de Portos. Sob a ótica política, tais falas foram um prenúncio de que a tese da Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários será um ingrediente a mais na crise do governo Bolsonaro.

Um acréscimo de resistência às reformas fiscais. Pois, se a privatização unificada da gestão e da zeladoria (dragagem, limpeza etc.) do porto, como anuncia Piloni, possa ser um excelente negócio para a empresa privada, não se pode dizer o mesmo em relação aos interesses nacionais. Daí a falta de estatura do secretário para tratar dessa questão tão complexa ter fomentado esse assunto inquietante nas rodas políticas e setoriais.

Voltar ao Topo