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Manifestantes ambientais por pouco não causam graves acidentes em protestos contra oleodutos nos Estados Unidos

Por pouco uma manifestação de ambientalistas  nos Estados Unidos  se  transforma em grande catástrofe ambiental. O fato aconteceu na última quarta-feira (12), mas apenas agora veio à tona as consequências dos protestos desses ativistas contra as mudanças climáticas. Eles interromperam o fluxo de milhões de barris de petróleo do Canadá para os Estados Unidos em ação rara, coordenada, que visou a paralisação de  vários oleodutos e gasodutos simultaneamente. Ativistas em quatro estados foram presos depois deles terem cortado os cadeados e as correntes de segurança e proteção das estações de bombeamento. O grupo de manifestantes  entrou nas estações de fluxo remoto para desligar as válvulas, em uma tentativa de parar o transporte de óleo bruto através de linhas que transportam 15% do consumo de petróleo diário dos Estados Unidos.

O movimento também foi em apoio a Tribo Sioux, que não quer em suas terras  a construção de um gasoduto para transporte de petróleo de Dakota do Norte para a costa do golfo dos Estados Unidos. A obra  causaria potenciais danos às sagradas fontes terrestres e aquáticos indígena, dizem os ativistas. Funcionários das empresas do gasoduto e especialistas disseram que os manifestantes corriam o perigo de causar danos ambientais de graves proporções,  apenas por desligarem as linhas.  Paradas não programadas podem levar a um acúmulo de rupturas de pressão e de causar  grandes vazamentos.

Os oleodutos carregam o produto bruto produzido a partir de areias de petróleo do Canadá para os Estados Unidos. Os ambientalistas têm lutado por anos para conter a produção de areias betuminosas do Canadá,  em favor de uma energia mais limpa. Juntas, as linhas  afetadas podem transportar até 2,8 milhões de barris de petróleo por dia.  O desligamento teve pouco impacto sobre o mercado de petróleo e uma das linhas já recomeçou a bombear.

A Enbridge, gigante canadense,  disse que iria fechar temporariamente suas linhas 4 e 6,  em Minnesota, mas que não haveria nenhum efeito sobre as entregas. A empresa disse em um comunicado que os ativistas estiveram perto de um acidente ambiental e puseram a segurança pública em perigo. A Spectra Energy Partners disse que os  invasores tinham adulterado uma válvula em seu gasoduto Express, em Montana. A empresa  tomou medidas preventivas antes de voltar a relançar a operação da linha. A TransCanada disse que o seu gasoduto Keystone, em Dakota do Norte, foi fechado temporariamente por precaução, depois que os manifestantes tentaram desligar as válvulas. Mas anunciou que ele já voltou a operar. A Kinder Morgan confirmou que  invasores arrombaram uma localização de uma das suas duas linhas de alimentação ao Trans Montanha,  no estado de Washington, mas que a empresa não estava operando a parte do gasoduto no momento e que nenhum produto foi lançado. A empresa disse ainda que a linha, desde então, foi reaberta e as entregas no Trans Montanha não foram afetadas. A polícia confirmou quatro detenções de líderes dessas manifestações. Três no estado de Washington e um outro em Montana. Outros manifestantes também foram detidos em Minnesota e Dakota do Norte.

 

Fonte: Petronotícias

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