Mineração

Minas no Brasil e na África fazem Anglo American lucrar 46% mais

A mineradora Anglo American reportou nesta quinta-feira um aumento de 46% no lucro líquido para US$ 1,88 bilhão no primeiro semestre de 2019, ante US$ 1,3 bilhão do mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado pelo bom desempenho das minas Minas-Rio, no Brasil, e Kumba, na África do Sul. Com o aumento dos preços do minério,o resultado operacional da área subiu de US$ 454 milhões para US$ 2,04 bilhões.

O forte desempenho da mineração compensou a queda das unidades de diamantes e carvão. As minas de diamantes reportaram queda de 11% na produção durante o primeiro semestre de 2019, com resultado de US$ 518 milhões. Também mais fraca, a produção das minas de carvão recuou 39%, para um resultado de US$ 996 milhões.

A receita da Anglo American nos primeiros seis meses do ano foram de US$ 14,77 bilhões, um avanço de 7,8% na base anual. O fluxo de caixa livre atribuível caiu para US$ 1,3 bilhão, enquanto a dívida líquida aumentou para US$ 3,4 bilhões, o que a companhia atribuiu à adoção de novos padrões contábeis.

A Anglo American elevou seu dividendo para US$ 0,62 por ação, de US$ 0,49 por ação no mesmo período do ano anterior. Por volta das 8h30, as ações da empresa empresa operavam em alta na bolsa de Londres. Os ativos também reagiam ao anúncio da companhia de que será feita recompra de US$ 1 bilhão em ações. A informação, segundo os analistas do banco  RBC Capital Market, deve reforçar o argumento de investimento para investidores que buscam retornos de capital. A Anglo American informou que seu programa de recompra será dividido em dois blocos iguais e se encerrará até o fim de março de 2020.

O diretor financeiro Stephen Pearce disse que esse retorno extra ao acionista reconhece a força da pos
sição da empresa e é apropriado aos atuais níveis de caixa que estão sendo gerados. O banco avaliou que os resultados apresentados hoje pela Anglo American devem aumentar o interesse dos investidores, à medida que seus concorrentes enfrentam desafios operacionais.

 

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