Mineração

Mineração é apoiada pelo Cazaquistão, em negociações com parceiros de Joint venture

Uma startup brasileira de minério de ferro apoiada por uma empresa de mineração cazaque está conversando com vários potenciais parceiros de joint venture que ajudariam a financiar um projeto de mina de US $ 2,6 bilhões, disse seu executivo-chefe na terça-feira.

O Bamin, apoiado pelo grupo global de mineração e metais Eurasian Resources Group, não está listado, está conversando com um consórcio formado por três empresas chinesas diferentes, disse o CEO Eduardo Ledsham à Reuters, confirmando relatos anteriores da mídia.

Mas ele acrescentou que a empresa também está em “negociações avançadas” com outros três potenciais investidores atraídos pelo aumento dos preços do minério de ferro, um aumento parcialmente alimentado pelo fatal desastre da barragem de rejeitos da Vale SA em janeiro.

“Não temos um acordo exclusivo com os chineses”, disse Ledsham. “Agora temos outras opções como resultado das mudanças no mercado de minério de ferro, que aumentaram o interesse no projeto”.

Ledsham, ex-executivo da Vale, se recusou a identificar as partes, citando acordos de confidencialidade.

Como parte do projeto de mineração no estado do nordeste da Bahia, a Bamin financiaria parcialmente uma linha férrea para levar minério para a costa e a empresa pagaria o custo total da construção de um porto de US $ 1 bilhão para exportá-lo.

O projeto da mina foi planejado pela primeira vez em 2005, durante um boom de commodities que elevou os preços do minério de ferro para mais de US $ 180 por tonelada, em comparação com os níveis atuais de cerca de US $ 90.

Ainda assim, a Bamin espera ter um custo interno de cerca de US $ 28 por tonelada entre a mineração do minério de ferro e a remessa para o porto, disse Ledsham, dando à empresa uma ampla margem de lucro, mesmo que os preços caiam.

Ledsham disse estar confiante de que um leilão agendado para maio de 2020 para os direitos de concessão do trem de carga planejado ocorrerá como planejado, apesar dos atrasos passados, especialmente dada a posição pró-mineração do governo do presidente Jair Bolsonaro de extrema direita.

“Estamos vendo uma vontade de fazer as coisas acontecerem”, disse Ledsham, que anteriormente liderava a pesquisa geológica mineral do Brasil.

O projeto, que começará a produzir minério de ferro no primeiro semestre de 2025, se tudo der certo, usará uma barragem de rejeitos a jusante para processar o metal, uma decisão que antecedeu a proibição regulatória da variedade “a montante” envolvida em dois processos letais. acidentes nas minas da Vale em menos de quatro anos.

“Queremos ser a referência em termos de segurança”, disse Ledsham.

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