Mineração

Minério se equilibra acima dos US$ 90 por tonelada

O minério de ferro interrompeu ontem a sequência de duas quedas consecutivas vistas nesta semana e se manteve acima dos US$ 90 por tonelada no mercado transoceânico, acompanhando o desempenho positivo dos contratos futuros. Mantido esse comportamento, a commodity caminha para encerrar setembro com alta em torno de 7%, garantindo ganhos de pelo menos 25% no acumulado de 2019.

Segundo a publicação especializada “Fastmarkets MB”, o minério de ferro com teor de 62% negociado no porto de Qingdao avançou US$ 0,57, ou 0,63%, para US$ 90,91 por tonelada. A atividade comercial no mercado à vista, apontou a “Fastmarkets”, manteve-se em compasso de espera, aguardando a conclusão de um dos principais eventos da indústria, que acontece nesta semana em Qingdao. Na Bolsa de Commodity de Dalian, os contratos mais líquidos com entrega para janeiro subiram 12,50 yuans, fechando a 637 yuans por tonelada.

No início da semana, o minério chegou a cair 3,5% em um único dia no mercado transoceânico depois de o presidente do banco central chinês (PBoC), Yi Gang, anunciou que o país não adotará medidas mais agressivas, como o afrouxamento da política monetária, para estimular a economia.

Ao mesmo tempo, conforme a “Fastmarkets”, em uma nova rodada de restrição à produção de aço na China, autoridades locais emitiram uma recomendação para que a maior parte das siderúrgicas do complexo de Tangshan interrompessem as operações de sinterização e pelotização. Para determinas usinas, o pedido foi de redução de 50% nas atividades de alto-forno. O prazo de suspensão não foi informado pelas autoridades.

No Brasil, a Vale reduziu a projeção para a produção de pelotas em 2019, de 45 milhões para 43 milhões de toneladas, mas manteve inalterada a previsão de vendas de minério e pelotas neste ano, no centro do intervalo de 307 milhões a 332 milhões de toneladas.

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