Óleo e Gás

Ministro de Minas e Energia prevê investimentos de US$ 460 bilhões em óleo e gás até 2040

Em viagem pela China, o ministro de Minas de Energia, Bento Albuquerque, tem apresentado aos empresários daquele país as oportunidades de investimento no Brasil.

Durante um encontro com representantes das 20 maiores empresas chinesas das áreas de energia, óleo e gás, biocombustíveis, renováveis e mineração, o ministro fez uma apresentação detalhando as potencialidades do mercado brasileiro. Especificamente para o setor nacional de petróleo, Albuquerque exibiu novas projeções sobre esta indústria. De acordo com os dados do próprio MME e também da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o segmento deve receber investimentos de até US$ 460 bilhões até o ano de 2040. Além disso, as estimativas indicam que o país terá uma frota de cerca de 60 novos FPSOs até lá. O número de novos poços deve girar em torno de 600, ainda segundo as previsões.

O ministro também compartilhou a expectativa de que a produção salte dos atuais 2,5 milhões de barris por dia para 7,5 milhões de barris por dia. As projeções da pasta ainda indicam que o país será responsável por 23% do aumento da produção de petróleo no mundo, estando entre os 5 maiores produtores do planeta até 2040.

Na agenda de Bento Alburquerque pela China, também foram marcadas reuniões individuais com líderes das principais empresas do setor energético do país. Ontem, o ministro foi recebido pelo presidente da Sinopec, Dai Houliang. No encontro, o executivo chinês disse que a empresa está satisfeita com sua operação no Brasil e que pretende ampliar a participação no mercado nacional.

O ministro também tem concentrado esforços para atrair investidores na parte de energia elétrica. A delegação brasileira foi recebida pelo Chairman da SPIC, Qian Zhimin, e outros executivos da empresa. A companhia possui no Brasil uma capacidade instalada de 1.768 MW, geração capaz de abastecer cerca de 6 milhões de residências brasileiras.

A visita à China tem sido uma oportunidade também para atrair investidores para a conclusão da obra da usina nuclear de Angra 3. O empreendimento ainda necessita de investimentos da ordem de US$ 3,8 bilhões. No cronograma que tem sido apresentado aos chineses, a estimativa é que a licitação para a escolha do parceiro privado seja lançada no primeiro trimestre de 2020. Como se sabe, as empresas chinesas CNNC, SPIC e CGN já manifestaram  o interesse em participar como parceiras na retomada das obras.

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