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Navios construídos pela Marinha em Itajaí serão oportunidade de negócios para empresas de SC

O investimento bilionário da Marinha do Brasil para a construção de quatro navios de guerra, que serão produzidos em Itajaí,  foi um dos chamarizes da primeira edição da SC Expo Defense, que ocorreu no dia 27 de setembro em Florianópolis. A ideia é aproximar os empresários catarinenses das oportunidades de fornecer às forças armadas.

Construção de navios para a Marinha traz nova fase à indústria naval de SC

No caso dos navios, a escolha dos fornecedores será feita pelo Consórcio Águas Azuis, encabeçado pelas gigantes Thyssenkrupp Marine e Embraer. Um negócio avaliado em US$ 2 bilhões (mais de R$ 8 bilhões na cotação atual). São corvetas da classe Tamandaré, com projeto inspirado no navio de guerra alemão Meko A100.

As embarcações terão alta tecnologia de bordo, com sonares e radares de última geração, sistema que impede o rastreamento, além de mísseis e metralhadora. Um dos setores que terá demanda durante a construção é o metal mecânico, em que Santa Catarina se destaca. A proximidade de polos em Jaraguá do Sul e Blumenau teria, inclusive, interferido na escolha do estaleiro Oceana, em Itajaí, para a base de construção do consórcio.

A assinatura do contrato, para início das operações, deve ocorrer até o fim do ano. A Empresa Gerencial de Projetos Navais da Marinha (Engepron) não informou se a data já foi escolhida. O cronograma prevê que a mobilização ocorra no ano que vem, com início da contrução do primeiro navio em 2021. A última entrega é prevista para 2028.

Projeto de corvetas
Projeto de corvetas

(Foto: Reprodução)

A escolha do consórcio Águas Azuis foi questionada ao Tribunal de Contas da União (TCU) pelo Sindimetal, sindicato que representa os trabalhadores da indústria naval em Pernambuco. Este mês, o Governo do Pernambuco declarou interesse no processo. O processo corre em sigilo no TCU.

Presidente do Comitê da Indústria de Defesa de Santa Catarina (Comdefesa), o empresário Cesar Olsen destaca que as corvetas são um do chamariz, mas não o único projeto que pode integrar empresas catarinenses ao rol de fornecedores das forças armadas. As oportunidades que estarão na feira incluem de fardas a alimentos. ( Fonte )

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