Petróleo

Nova determinação do governo pode gerar mais empregos na indústria petroleira

O Governo Federal reduziu as exigências que petroleiras terão que cumprir em relação ao conteúdo local. As novas regras anunciadas hoje (22), são contrárias às demandas que as indústrias fornecedoras de equipamento apresentam.

De acordo com o governo o objetivo é atrair mais investimentos, já que as regras atuais são alvo de grandes críticas por parte das petroleiras do país, que se  justificam afirmando que a política atual onera seus projetos de crescimento.

De acordo com o Ministro de Minas e Energia , Fernando Coelho Filho, a nova política permite uma redução de 50% dos números e isto faz com que as indústrias do setor caminhem em sentido a uma realidade onde não há presença de ‘wainer’ (pedidos para descumprir o conteúdo local).

As novas regras também serão aplicadas nas áreas que forem arrematadas, sob regime de concessão,  na 14ª Rodada de Blocos Exploratórios de óleo e gás, que deve ocorrer no mês de setembro, bem como na  na 3ª rodada do pré-sal, pelo regime de partilha, prevista para ocorrer no mês de  novembro, de acordo com informações repassadas pelo ministro.

Segundo Fernando existe um consenso com números e percentuais realistas de forma que haverá mais oportunidades para um dinamismo novo favorecendo as indústrias de óleo e gás.

A mudança proporcionou a adoção de índices globais de conteúdo local de forma segmentadas, resultando na eliminação de uma grande tabela  onde havia exigências diversas em vários microssegmentos, além dos  itens e subitens utilizados em todas as etapas do processo.

Ainda segundo o ministro a decisão foi tomada a partir de várias discussões entre fornecedores e petroleiras. “Entendemos que, melhor que ter um percentual alto, que é inexequível, é ter um percentual baixo em que todos possam atingir esse número e atingir o objetivo, que é dar competitividade à indústria de óleo e gás”, disse Coelho Filho em entrevista à agência de notícias Reuters

Para o Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), representante das petroleiras do Brasil, as regras anunciadas representam uma importante simplificação e vão colaborar para destravar investimentos, gerar empregos e estimular maior competição.  Por meio de nota o órgão afirmou “Acreditamos que traz uma sinalização de que se persegue o caminho de maior atratividade para os projetos futuros”.

Com isso a indústria de petróleo deve reunir um expressivo volume de investimentos  nas atividades econômicas brasileira , já para os próximos anos. De acordo com o IBP, a estimativa de investimentos entre os anos de 2016 a 2019 será de quase 300 bilhões de reais.

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