Obras e Paradas

Obras de subestações abrem empregos

Obras ligadas à ampliação da infraestrutura de energia em Porto Alegre não geram impactos apenas na melhoria da rede de abastecimento. Projetos contratados pela CEEE-D, que atende a Capital gaúcha, vão gerar empregos ainda no primeiro semestre. É o caso da implantação da Subestação (SE) Jardim Botânico que começa a ser erguida entre maio e junho pela empresa Montago, que venceu a concorrência para executar a encomenda. O prazo de execução é de um ano e meio.

O contrato entre a fornecedora e a CEEE-D será assinado em março, informa a vencedora da concorrência. A empresa paranaense vai montar a GIS, que é estrutura mais compacta e os equipamentos são isolados a gás, prevê a abertura de 120 postos diretos e indiretos, com funções mais técnicas, como projetistas, e de construção e instalação de equipamentos.

O diretor da Montago, com sede em Curitiba, Alexandre Magalhães, diz que serão abertas 50 vagas diretas na largada do projeto com funções de pedreiro, carpinteiro e eletricista e outras profissões de construção civil e de execução das ligações do GIS. “Estas vagas serão ocupadas por trabalhadores de Porto Alegre e região”, diz o diretor. A empresa orienta que interessados enviem informações por meio do site.  O investimento da CEEE-D nesta obra é de R$ 19,5 milhões.

A característica da subestação é englobar disjuntor, chaves e transformadores em um mesmo pacote de equipamento. “Este tipo de arranjo é uma tendência em subestações urbanas, devido ao custo do terreno. Conseguimos montar a SE em uma área quatro vezes menor que a de estruturas mais convencionais”. A GIS terá tensão de 230 KW.   A Montago tem mais projetos contratados pela estatal de energia. São pelo menos mais três projetos – as SE SAL 6 e 10 e S Osório, todas ampliações, com valor total de R$ 15 milhões.

A empresa entrega em abril a Subestação Aeroporto, localizada nas proximidades da avenida Sertório, fundos do terreno do complexo aeroportuário, com tensão de 69 KW, com aporte de R$ 18 milhões. A energização da SE Aeroporto, quando a subestação é ligada ao sistema local de abastecimento, será feita em abril. A estrutura foi feita em 18 meses. A previsão é que a SE dê mais segurança à rede na região, com foco em estabilidade para o Aeroporto Internacional Salgado Filho, chamado pela concessionária Fraport de Porto Alegre Airport.

Magalhães lembra que a empresa presta há dois ano e meio serviços à estatal gaúcha. O executivo aposta em mais demanda de subestações. A Montago tem 350 empregados, distribuídos entre Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte, e faturou R$ 35 milhões em 2018. A previsão é de alcançar R$ 100 milhões com os novos contratos com clientes como a CEEE-D, Copel (companhia paranaense) e Cemig (Minas Gerais).

A construção de subestações é o carro-chefe da Montago. Magalhães projeta que a demanda de obras de transmissão deve crescer nos próximos anos devido à carência desse tipo de infraestrutura. “A previsão é de R$ 50 bilhões a R$ 60 bilhões de aportes por ano no Brasil em transmissão (linhas e subestações), sendo R$ 3 bilhões no Rio Grande do Sul”, dimensiona o diretor, com base em estudos setoriais. – Jornal do Comércio

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