Petróleo

OPEP e seus aliados visando cooperação permanente em petróleo

OPEP e seus aliados visando cooperação permanente em petróleo Foto: Christian Hartmann/Reuters

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP)  junto com seus parceiros russos, a dotaram no inicio do segundo semestre deste ano um acordo que visa a consolidação de sua aliança entre os países através de uma cooperação permanente.

A OPEP é uma organização internacional criada em 1960 na Conferência de Bagdá que visa coordenar de maneira centralizada a política petrolífera dos países membros, de modo a restringir a oferta de petróleo no mercado internacional, impulsionando os preços, o que até então era evitado em parte devido à ação das sete irmãs. Esta organização conta com  14 membros  e 10 países parceiros, os quais aprovaram por unanimidade o texto, descrito como “histórico” pela Arábia Saudita.

Os países membros da OPEP possuem 75% das reservas mundiais de petróleo. Suprem 40% da produção mundial e 60% das exportações mundiais. Graças à OPEP, os países são os mais bem pagos pelo seu petróleo. As reservas mundiais são calculadas em 1.144.000 milhões de barris

Esta cooperação permanente sugerida pela organização e seus aliados foi aprovada  durante uma reunião na capital austríaca, onde a Opep tem sua sede. O acordo realizado, relembra a queda dos preços do petróleo ocorrida no final de 2016 quando os membros da Opep se aliaram a 10 outros países produtores de petróleo, incluindo a Rússia, México e Cazaquistão, para limitar a sua produção.

Os 24 países, agrupados sob a sigla Opep+ e que produzem metade do petróleo mundial, selaram esta aliança por meio de um documento de “cooperação permanente”, cujos detalhes são desconhecidos.

Como previsto, esses países também estenderam por nove meses o acordo alcançado em dezembro para diminuir sua oferta acumulada de 1,2 milhões de barris por dia (mbd) para estimular os preços do petróleo.

Neste contexto, este acordo de cooperação cria de fato uma espécie de Opep expandida, que consolida seu bloco contra os Estados Unidos, o maior produtor mundial de petróleo.

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