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Paraguai e Brasil discutem acordo sobre energia de Itaipu

Paraguai e Brasil discutem acordo sobre energia de Itaipu
Paraguai e Brasil retomarão as conversações nesta segunda-feira em São Paulo para definir o contrato de fornecimento de energia para este ano e o próximo da hidrelétrica de Itaipu. Fontes autorizadas revelaram na segunda-feira que os presidentes da Administração Nacional de Eletricidade do Paraguai (ANDE), Luis Villordo, e da brasileira Eletrobrás, Wilson Ferreira, conduzirão as negociações de São Paulo. 

Eles também apontaram que o “ponto de partida” das novas negociações será a necessidade de definir os contratos deste ano. “Acredito que os brasileiros vão apresentar a inclusão de 2020 como uma contraproposta, o que é muito compreensível, porque até outubro deste ano temos que ter concluído os valores do contrato do ano que vem”, disse Villordio à mídia. 

Ele ressaltou que esta primeira reunião seria basicamente uma reunião de protocolo, mas não há nada que nos impeça de avançar em direção a um acordo.

Em relação à versão que a ANDE só teria a opção de aumentar a compra da energia mais cara, Villordo respondeu que não, embora reconhecesse a necessidade de crescer em proporções semelhantes em energia, garantia e superávit. 

“Acredito que os brasileiros vão apresentar a inclusão de 2020 como uma contraproposta, o que é muito compreensível, porque até outubro deste ano temos que ter concluído os valores do contrato do ano que vem”, disse Villordio à mídia. 

Ele ressaltou que esta primeira reunião seria uma reunião protocolar, mas nada impede que se avance em direção a um princípio de acordo.

Em relação ao argumento de que a ANDE só teria a opção de aumentar as compras da energia mais cara, Villordo respondeu que não era esse o caso, embora reconhecesse a necessidade de aumentar tanto a energia garantida quanto a excedente em proporções semelhantes. 

Um acordo secreto de energia bilateral assinado em maio, que obrigou a ANDE a contratar energia mais garantida por um período de quatro anos, ou seja, entre 2019 e 2022, resultando em custos muito maiores para o país, desencadeou uma crise política ao se tornar público, com o presidente Mario Abdo Benítez quase impeached por seu papel na promoção de um acordo que ele sabia que seria prejudicial ao Paraguai. 

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