Petróleo

Pesos pesados ​​contribuem para a mais recente área cultivada no Brasil

Um grupo liderado pela gigante francesa de petróleo Total levou para casa o bloco de maior perfil, já que os pesos pesados ​​da indústria novamente mostraram forte apetite por área cultivada no Brasil na 16ª rodada de licenciamento do país, a primeira de um trio de mega-leilões programados para este ano.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) vendeu direitos de exploração para um terço dos 36 blocos oferecidos, arrecadando 8,915 bilhões de reais (US $ 2,2 bilhões) em bônus de assinatura, um recorde para rodadas sob o regime de concessão.

As empresas de petróleo se comprometeram a investir um mínimo de 1,579 bilhões de reais durante a fase de exploração e se comprometeram a perfurar pelo menos seis poços.

“Os resultados mostram que a política do governo para o setor de petróleo e gás está no caminho certo e abre novas perspectivas para a Transferência de Direitos (ToR) e a sexta rodada do pré-sal a ser realizada em novembro”, disse o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

Dez das 17 empresas qualificadas para licitar na rodada adquiriram participações em blocos à margem do polígono do pré-sal, com a Malásia Petronas fazendo sua estréia no Brasil, concentrando-se em ativos nas águas profundas da prolífica bacia de Campos.

A Petronas, que está em processo de aquisição de 50% de participação no campo de Tartaruga Verde, operado pela Petrobras, em Campos, concordou em gastar quase 2 bilhões de reais em bônus de assinatura por sua participação em três blocos.

A empresa conseguiu duas licenças por conta própria e entrou em um consórcio com a Total e Qatar Petroleum International (QPI) da França para levar para casa o que foi considerado o bloco mais atraente da rodada.

Por um momento em que apenas os preços propostos para o bloco CM-541 foram exibidos na tela, parecia que a Total ficaria novamente sem vitória em uma rodada do Brasil – como aconteceu com frequência nos últimos dois anos – com a Petrobras-Equinor aliança, o único outro concorrente da licença, tendo feito uma oferta um pouco maior em termos de oferta em dinheiro.

No entanto, a oferta liderada pela Total incluiu o compromisso de perfurar dois poços em vez do proposto pela Petrobras, o que deu ao consórcio uma vitória geral estreita que o levou a premiar o CM-541, sede do prospecto gigante Nemo, estimado para conter volumes sem riscos de 6,87 bilhões de barris de petróleo.

“Estamos muito felizes com o bloco e vemos muito potencial. Pretendemos executar análises sísmicas 3D em 2020, perfurar o primeiro poço de exploração em 2021 e perfurar o segundo em 2022 ”, disse o diretor geral da Total Brasil, Andre Glowacz, à Upstream, à margem do evento no Rio de Janeiro.

Além de fazer parceria com Total e Petronas para o CM-541, o QPI também foi um grande gastador na rodada e solidificou sua presença no Brasil ao desembarcar mais dois quarteirões na bacia de Campos em um consórcio com a Chevron e liderado pela supermajor anglo-holandesa Shell.

Um dos setores adquiridos pela equipe da Shell-Chevron-QPI foi o alto bloco CM-713, onde está localizada a estrutura de Tamboril que abriga volumes sem riscos de 4,34 bilhões de barris de petróleo. A Chevron também apostou muito na rodada e terminou com participações em mais cinco blocos nas bacias de Campos e Santos, fornecendo mais evidências de que a empresa mudou sua estratégia no Brasil para se concentrar nas jogadas de exploração no pré-sal e nas proximidades.

Duas das principais estrelas dos recentes leilões no Brasil – a estatal Petrobras e a maior americana ExxonMobil – tiveram um resultado menos empolgante na 16ª rodada de licenciamento, cada uma adquirindo um único bloco.

Apesar de perder o CM-541 para a Total por uma margem muito pequena, a Petrobras e a BP foram os vencedores incontestáveis ​​do Bloco CM-477, pagando um bônus de assinatura no valor de 2,045 bilhões de reais.

A BP também licitou sozinha o Bloco SM-1500 na bacia de Santos, em uma região com maior risco geológico, mas muito próximo ao pré-sal de Bumerangue, que será oferecido no próximo mês na sexta rodada do pré-sal.

“As principais empresas e a Petrobras parecem manter o pó seco, preferindo esperar pelas próximas rodadas”, disse Juliana Miguez, gerente de pesquisa da consultoria Wood Mackenzie na América Latina. Sete blocos ambientalmente sensíveis nas bacias de Camamu-Almada e Jacuipe não receberam ofertas, pois havia uma disputa judicial apenas alguns dias antes da rodada. As cinco autorizações na bacia Pernambuco-Paraíba também não conseguiram atrair interesse.

O diretor geral da ANP, Decio Oddone, disse que todos os 24 blocos que não foram premiados na rodada serão incluídos no ciclo permanente de ofertas e estarão disponíveis para avaliação futura no futuro.

Com a 16ª rodada agora no espelho retrovisor, os investidores se preparam para o mega leilão apresentando volumes excedentes no ToR em 6 de novembro e a sexta rodada do pré-sal marcada para o dia seguinte.

Um total de 14 empresas se qualificou para licitar no leilão de ToR, embora a Total já tenha anunciado que ficará de fora da competição depois de vencer o CM-541 na 16ª rodada. Os outros 13 concorrentes pré-qualificados incluem ExxonMobil, BP, Chevron, Companhia Nacional de Exploração e Desenvolvimento de Petróleo e Gás da China, CNOOC Ltd, Ecopetrol, Equinor, Petrobras, Petrogal Brasil, controlada pela Galp Energia, Petronas, QPI, Shell e Wintershall Dea.

Existem também 17 empresas pré-qualificadas para a sexta rodada do pré-sal, incluindo as anteriores, além da Cepsa, Repsol Sinopec, Murphy Oil e Enauta.

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