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Petrobras assina contrato EPCI para o sistema submarino do campo de Mero

Uma modalidade contratual integrada, conhecida como EPCI (Engineering, Procurement, Construction and Installation), será utilizada na instalação do sistema submarino do projeto Mero 1, no pré-sal da Bacia de Santos. O contrato com a TechnipFMC prevê o fornecimento e a instalação dos dutos rígidos (risers e flowlines) para produção e para injeção de água e gás, que interligarão os poços ao FPSO Guanabara, primeira unidade de desenvolvimento da produção do campo de Mero. A empresa também será responsável pela instalação, a 2.100 metros de profundidade, dos manifolds submarinos de controle, umbilicais e dutos flexíveis. O início da interligação acontecerá no primeiro trimestre de 2021.

O gerente geral de Libra, Paulo Rovina, ressalta que uma parte importante do contrato será o serviço de instalação, que exige embarcações grandes e caras para lançamento de dutos rígidos, os chamados Pipe Laying Vessels (PLVs). Cada dia a mais de seu uso representa aumento significativo nos gastos. “Serão interligados 13 poços, seis produtores e sete injetores de água e gás (WAG). É muito importante termos um planejamento robusto para aplicação desses recursos no projeto”, explica Rovina. O contrato prevê que a Petrobras informará periodicamente uma janela de tempo para início das instalações, que vai se reduzindo (de 180 até sete dias) de acordo com o avanço do projeto, minimizando as incertezas do prazo do serviço para o fornecedor. “Deixamos bem transparente como vamos sinalizar cada uma dessas datas”, afirma o gerente geral.

Para Mero 1, serão instalados mais de 100km de dutos rígidos, sendo aproximadamente 49km de produção e 55km de injeção. “É um grande escopo de trabalho em que teremos a medição dos serviços de forma bastante objetiva, considerando marcos contratuais bem definidos e facilitando a verificação e reconhecimento de custos pelo gestor do contrato de partilha, a PPSA”, afirma Rovina, acrescentando que o modelo contratual pode ser replicado para os projetos posteriores dos contratos de partilha de produção.

O primeiro óleo de Mero 1 está previsto para o primeiro semestre de 2021. O FPSO Guanabara terá capacidade para produzir até 180 mil barris de petróleo por dia.

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