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Petrobras busca venda da Braskem em processo mais suave no exterior

Petrobras busca venda da Braskem em processo mais suave no exterior

O diretor-presidente da empresa petrolífera estatal brasileira Petroleo Brasileiro SA (Petrobras) disse na sexta-feira que deseja vender a participação da companhia na petroquímica Braskem SA dentro de um ano.

Na etapa londrina de um roadshow para investidores internacionais, as principais autoridades da Petrobras apresentaram planos para vender dezenas de bilhões de dólares em ativos para reduzir uma carga de dívida pesada.

No entanto, os credores do conglomerado de construção Odebrecht SA, que também possui uma grande participação na Braskem, estão em negociações avançadas para adiar a venda do ativo de joias da coroa por mais dois ou três anos, informou a Reuters nesta segunda-feira.

“É um período muito longo para vender uma empresa”, disse o CEO da Petrobas, Roberto Castello Branco, durante o encontro com investidores em Londres. “Entendemos isso como um sinal de alguém que no final do dia não quer vender nada”.

Branco disse ainda que o processo pelo qual o Brasil oferece blocos de petróleo offshore deve ser refinado, com o atual sistema de licitações permitindo à Petrobas uma posição privilegiada.

No mês passado, nenhuma grande empresa global de petróleo se comprometeu a participar de um leilão dos blocos, um grande golpe para as ambições do exportador sul-americano de desenvolver o setor.

“É muito importante ter uma mudança significativa … em direção à adoção de um regime mais pró-mercado (regulatório), eliminando todas as complexidades que ao final do dia reduzem a atratividade do Brasil”, disse Branco.

Questionado se a empresa faria uma promessa semelhante à da Repsol da Espanha de reduzir a zero as emissões líquidas de carbono em meados do século, Branco disse a repórteres: “É muito cedo … cada empresa tem suas próprias opiniões”.

A chefe de refino e gás natural da Petrobras, Anelise Lara, disse que a empresa concluiu um estudo de viabilidade com a CNPC da China sobre operações de refino no Rio de Janeiro.

Ela acrescentou que a Petrobras também procura reduzir a quantidade de gás importada por meio de um gasoduto Bolívia-Brasil de 30 milhões de metros cúbicos por dia contratados para 15 milhões após discussões com o regulador antitruste do Brasil.

A Petrobras firmou um acordo com o regulador no início deste ano para promover a concorrência na importação de gás e incentivar novos participantes no mercado.

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