Offshore

Petrobras inicia corrida para umbilicais Mero

A Petrobras lançou uma licitação para contratar o sistema umbilical para servir a primeira embarcação flutuante de produção, armazenamento e descarga a ser implantada no campo pré-sal de Mero, na bacia de Santos.

Fontes do setor disseram à Upstream que a Petrobras convidou empreiteiros como Oceaneering, Aker Solutions, TechnipFMC, MFX, Prysmian e Nexans para apresentar propostas comerciais em 11 de janeiro de 2019.

Conforme relatado pela Upstream no início deste mês, a Petrobras planeja contratar umbilicais de tubo de aço (STU) para o projeto Mero-1, que deve entrar em operação no segundo semestre de 2021, através do FPSO da Guanabara.

O contrato em oferta, de acordo com as regras de licitação, totalizará até 60 quilômetros de STUs com uma exigência de conteúdo local de 55%.

No início deste ano, a Petrobras iniciou um longo processo de qualificação com alguns de seus principais fornecedores para certificar os equipamentos que serão instalados no campo, que precisam ser resistentes a contaminantes como dióxido de carbono e sulfeto de hidrogênio.

A Petrobras opera a Mero com uma participação de 40% e é parceira dos supermajheiros europeus Shell e Total em 20% cada, com a China National Petroleum Corporation e a China National Offshore Oil Corporation em 10% cada. Depois do Mero-1, a Petrobras deve lançar licitações no ano que vem para contratar umbilicais para os projetos Sepia e Buzios-5 FPSO, disseram fontes.

A Petrobras também adiou pela segunda vez a data para receber propostas em uma licitação para contratar um sistema rígido baseado em riser para servir o FPSO Carioca em Sépia.

A Petrobras optou por adiar o prazo para o envio de ofertas comerciais para 30 de novembro a partir de 12 de novembro.

Contratantes, incluindo TechnipFMC, Subsea 7, Sapura Navegação, McDermott International, Saipem e Allseas são esperados para participar do concurso.

Fontes sugeriram que o novo atraso tem a ver com um concurso em andamento semelhante para o FPSO da Guanabara em Mero-1. McDermott foi apontado como o pioneiro para aceitar o trabalho.

“Parece que a Petrobras quer, pelo menos, sinalizar ao mercado o empreiteiro que irá se envolver em negociações exclusivas para o Mero-1 antes de prosseguir com o leilão de riser Sépia”, disse uma fonte.

O contrato de engenharia, aquisição, construção e instalação do Sépia cobre apenas sete dos 15 poços de desenvolvimento que serão inicialmente vinculados ao FPSO Carioca.( Fonte)

Voltar ao Topo