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Petrobras pretende vender participação na Braskem até o fim de 2020

Segundo Castello Branco, a Petrobras já iniciou negociações com a Odebrecht , o sócio controlador da petroquímica, no sentido de encerrar o atual acordo de acionistas pelo qual a Odebrecht exerce atualmente o controle da empresa, e unificar todas ações em apenas uma classe, de ordinárias, para transformar a companhia em uma corporação.

Em seguida, a Petrobras faria uma oferta de suas ações no mercado, num modelo parecido com o usado na privatização da BR Distribuidora.

Em encontro com jornalistas no Rio de Janeiro, o executivo afirmou que a medida vai beneficiar todos os acionistas com geração de valor.

– Nós já começamos a negociar com a Odebrecht (a unificação das ações). A Odebrecht informou que quer vender o ativo em 36 meses. Na nossa concepção,queremos que pelo menos a nossa parte seja vendida em 12 meses. Nós queremos fazer essa modificação acionária convertendo todas as ações em ordinárias e encerrar o acordo de acionistas com a Odebrecht, vendendo nossa parcela via mercado de capitais. A Braskem é uma empresa de capital aberto. Falar em vender em 36 meses é conversa de quem não quer vender – ressaltou Castello Branco.

O executivo afirmou que a intenção é a Petrobras se desfazer da fatia de 36% do capital que detém na Braskem, no máximo, em 12 meses, independente das negociações que a Odebrecht esteja fazendo em relação à venda de sua participação na petroquímica.

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Outra medida importante para melhorar os resultados da Braskem, defendeu Castello Branco, é a solução do problema ambiental da mina de Salgema, em Alagoas:

– Com esses dois movimentos, acredito que a Braskem vai recuperar o valor (de mercado) que perdeu ao longo deste ano – ressaltou.

Gás da Bolívia

A Petrobras pretende deixar para empresas do setor privado a possibilidade de negociar a importação de entre 10 milhões e 18 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural por meio do Gasoduto Brasil-Bolívia.

A informação foi dada ontem por Castello Branco, que pela primeira vez indicou o espaço que a estatal abrirá a outras empresas na revisão do contrato com o país vizinho, interrompida desde a saída do poder do ex-presidente boliviano Evo Morales.

O presidente da Petrobras disse que, na renovação do contrato, a petroleira brasileira deverá ficar com um volume entre 12 milhões de metros cúbicos/dia a 20 milhões de metros cúbicos/dia.

Segundo o presidente da Petrobras, uma comitiva de representantes da YPFB, a estatal de petróleo da Bolívia, virá ao Rio na semana que vem conversar sobre a retomada das negociações de um novo contrato de importação de gás natural do país vizinho. O atual contrato, que prevê a importação de até 30 milhões de metros cúbicos por dia de gás exclusivamente pela Petrobras, vence em 31 de dezembro de 2019.

O executivo disse não estar preocupado caso o novo contrato não seja fechado ainda neste ano, uma vez que a Petrobras tem volumes excedentes de gás boliviano já pago, mas ainda não consumidos.

– O objetivo da Petrobras é assegurar os volumes de gás boliviano ao menor preço possível, e, ao mesmo tempo, abrir espaço para o setor privado. Temos o compromisso feito, inclusive com o Cade, de abrir o mercado de gás natural para a competição – ressaltou Castello Branco, referindo-se ao plano de abertura do sertor de gás firmado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), parte do esforço do governo para aumentar a concorrência e reduzir o preço do gás no país.

O presidente da Petrobras informou também que a companhia pretende sair das atividades de exploração e produção de petróleo e, principalmente, de gás natural na Bolívia. Segundo o executivo não interessa à Petrobras ser uma mera prestadora de serviços naquele país.

A Petrobras atua como prestadora de serviços nos campos de San Alberto, Sábalo, Itaú e na área de exploração San Telmo Norte, localizados no departamento de Tarija. No passado, a Petrobras detinha participação nesses campos onde era operadora, mas, desde que o então presidente da Bolívia Evo Morales nacionalizou as reservas de petróleo e gás, em 2006, a estatal brasileira passou a ser apenas uma prestadora de serviços.

– Nós tínhamos campos de gás, vendemos para YPFB, e recebemos pelo serviço de produção, porque somos prestadora de serviços – explicou Castello Branco.

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