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Petrobras promete á ANP bunker de baixo teor de enxofre em 2020

Petrobras promete á ANP bunker de baixo teor de enxofre em 2020

A Petrobras assegurou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), responsável pela regulamentação do setor, a capacidade de produzir combustível de baixo teor de enxofre em volume suficiente para atender à demanda do Brasil a partir de janeiro de 2020, quando a lei internacional limita o teor de enxofre dos navios em 0,5% entra em vigor, disse o diretor da ANP, Aurélio Amaral, durante reunião da agência.

A agência publicou a Resolução 789/2019 na quinta-feira, que reduz o teor máximo de enxofre dos óleos combustíveis marítimos para navios que não possuem um sistema de limpeza de gases de escape.

A norma altera disposições da Resolução ANP nº 52/2010, que estabelece as especificações de combustíveis destinados ao uso da água.

Segundo Amaral, “havia dúvidas de que a Petrobras poderia atender à demanda”, mas foi informado que a Petrobras faria um mix em suas refinarias de petróleo extraídas do pré-sal para obter um produto menos poluente. “Não supervisionamos a embarcação, mas os produtores”, lembrou Amaral durante a reunião.

Segundo Amaral, não há previsão para aumentar o preço do produto. “Isso não está no nosso radar”, disse ele, quando perguntado sobre o impacto financeiro que a mudança trará para o consumidor.

A redução do teor de enxofre no bunker está em conformidade com a Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição por Navios (Marpol), da qual o Brasil é signatário.

As mudanças começaram a ser debatidas depois que estudos mostraram que o transporte marítimo é o maior emissor de enxofre, com níveis chegando a 3,5%.

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