Petróleo

Petróleo volta a recuar com preocupações sobre a demanda global

Os preços do petróleo encerraram a sessão desta segunda-feira (21) em queda, com os investidores receosos sobre a perspectiva negativa para o crescimento global da economia, o que tende a diminuir a demanda pela commodity.

Os contratos futuros do Brent para dezembro terminaram o dia com perdas de 0,77%, negociado a US$ 58,96 o barril, na ICE, em Londres. Os preços do West Texas Intermediate (WTI) para novembro fecharam a sessão em queda de 0,87%, para US$ 53,31 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

“Dada a previsão de crescimento reduzido para o PIB global em 2020 pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), achamos que a perspectiva revisada da demanda de petróleo para 2020 (+1,2 milhão de barris por dia) não será mais suficiente para superar o crescimento projetado da oferta de petróleo em 2020”, disse a empresa de pesquisa CFRA.

“Nessas circunstâncias, acreditamos que os fundamentos não estão mais fornecendo um cenário otimista para os preços. Como resultado, acreditamos que a probabilidade de os preços do petróleo simplesmente permanecerem estáveis na faixa intermediária de US$ 50 por barril no ano que vem aumentou”, aponta.

Em 2019, os preços das referências do petróleo ainda exibem ganhos: o WTI acumula alta de cerca de 6,20% e, o Brent, de 9,40% . Na soma dos últimos 12 meses, no entanto, as referências têm queda superior a 20%.

O atual pacto de produção entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados para cortar 1,2 milhão de barris por dia vai até março de 2020. Enquanto isso, o Kuwait e a Arábia Saudita discutem reiniciar a produção em campos de petróleo que gerenciam em conjunto. “O Kuwait espera assinar um acordo com a Arábia Saudita para reiniciar a produção na zona neutra de 500 mil bpd dentro de 30 a 45 dias”, escreveu Robert Yawger, diretor de energia da Mizuho Securities nos Estados Unidos, em um relatório diário de pesquisa.

A continuação do aumento dos níveis de produção, juntamente com os níveis de armazenamento que atingiram um superávit em relação à média de cinco anos, na semana passada, são fatores que provavelmente ajudam a manter a pressão sobre os preços ”, escreveu Christin Redmond, analista de commodities da Schneider Electric, em uma nota diária.
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