Portos

Portos privados têm autorização de investimentos de R$ 3 bilhões

Setor portuário privado mais que dobrou sua previsão de investimentos de 2018 para 2019 no Rio de Janeiro, passando de R$ 1,2 bilhões para R$ 3 bilhões, respectivamente. Os números, levantados pela ATP (Associação de Terminais de Uso Privado), trazem uma comparação ainda mais significativa, pois o investimento autorizado em 2013 era de R$ 200 milhões, um crescimento de 1400% quando comparado a 2019. No total, em seis anos, foram autorizados mais de R$ 6 bilhões pelos terminais de uso privado (TUPs) apenas no estado do Rio de Janeiro.

Um dos TUPs mais significativos no Estado e no País é o Complexo Portuário do Açu, localizado no norte fluminense. Projetado dentro do conceito porto-indústria, o complexo teve um aumento de 158,2% na sua movimentação de cargas entre 2017 e 2018 e teve autorização para investir mais de R$ 300 milhões no período.

“Este crescimento é de extrema importância para o Estado, ainda mais neste momento delicado nas contas públicas, pois consolida o Rio de Janeiro como importante polo logístico. Por isso, em 20 anos, o Porto do Açu deve ser maior que o Porto de Santos. Acreditamos muito no potencial deste e de outros terminais de uso privado, que têm sido uma das molas propulsoras de investimentos em todo o País”, afirma o presidente da ATP (Associação dos Terminais de Uso Privado), Murillo Barbosa.

A realidade do setor portuário privado no Brasil será discutida durante o evento Port Privatization Forum, que ocorre no dia 13 de junho, no Rio de Janeiro. Murillo Barbosa irá participar do painel Perspectivas Privadas: Lições Aprendidas pelo Desenvolvimento de Porto Privados no Brasil.

Os TUPs têm regimes jurídicos diferenciados dos portos públicos no Brasil e um dos desafios do setor é aprimorar as discussões sobre essas diferenças. “No Port Privatization Forum teremos representantes de grandes empresas que mostram a grandiosidade do setor. O Brasil ainda tem muito potencial de investimentos e a troca de experiências auxilia no encontro de soluções para tornar essa expansão possível”, afirma o presidente da ATP, Murillo Barbosa.

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