Biocombustíveis

Possibilidade de privatização da Petrobras anima o setor aéreo

Com o aumento da especulação sobre a privatização da Petrobras, cresceu o debate em torno da precificação do querosene de aviação, monopolizado pela estatal no país.

O setor aéreo vive um momento de animação após a liberação da cobrança pelas bagagens, da autorização para que estrangeiras comprem aéreas nacionais e do anúncio da privatização de cerca de 20 aeroportos regionais até 2022. Essas mudanças devem impulsionar a demanda e ampliar a concorrência.

Um dos maiores obstáculos para que o otimismo se concretize é o preço do combustível. O valor cobrado no Brasil é o mais alto do continente, segundo a Associação da América Latina e do Caribe de Transporte Aéreo (Alta). Chega a 2,25 dólares por galão (3,8 litros) no aeroporto de Brasília, ante 1,95 dólar no de Los Angeles. Boa parte dos países da região importa o querosene de Houston, nos Estados Unidos, referência na formulação de preço.

O Brasil importa apenas 10%, mas a Petrobras cobra frete de importação pelos 90% restantes que produz, inflando os ganhos. O Brasil consome cerca de 2 bilhões de galões de querosene americano por ano. O combustível responde por cerca de 30% das despesas das companhias aéreas.

“Uma redução de 10 centavos geraria uma economia de até 200 milhões de dólares para as empresas”, diz Luís Felipe de Oliveira, diretor executivo da Alta. Uma eventual privatização pode empurrar a discussão para a frente. Um corte nos preços dos produtos levaria à desvalorização da Petrobras, tornando-a menos atraente para os investidores. E o governo Jair Bolsonaro, sem caixa, precisa de todo reforço financeiro que puder conseguir.

 

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