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Primeira soja brasileira troca comércio contra avaliação da Platts FOB Santos

Os primeiros contratos de swap para exportação de soja brasileira a serem liquidados financeiramente contra as cotações de preço FOB Santos da Platts foram negociados na quarta-feira, disseram participantes do mercado envolvidos na negociação.

Os negócios são uma inovação, uma vez que, até agora, as exportações brasileiras foram negociadas principalmente nos mercados de papel e mercados de carga, todos com entrega física.

Houve dois negócios na quarta-feira, um para o carregamento em agosto e outro para o carregamento em outubro, para 5.000 toneladas cada. Em ambos os casos, o Export Trading Group (ETG) era o comprador e a Olam, sediada em Cingapura, era a vendedora, disseram traders de ambas as empresas à Platts. O contrato de agosto foi negociado a 110 cents / bu sobre os futuros CBOT de agosto (Q), enquanto o contrato de outubro foi negociado a 115 cents / bu sobre os futuros CBOT de novembro, segundo a SCB & Associates, que intermediou os negócios.

Os negócios são semelhantes ao modelo adotado por vários participantes dos mercados de trigo e milho no Mar Negro. Nessa região, os swaps over-the-counter liquidados contra as avaliações da Platts começaram a ser negociados no início de 2017, ganhando forte liquidez em alguns meses. Mais tarde naquele ano, o CME Group lançou futuros de milho e trigo do Mar Negro com base nos benchmarks de preço da Platts.

A Platts publica avaliações para os mercados de soja FOB Santos e FOB Paranaguá no Brasil, e também avaliações CFR North China e FOB US Gulf, diariamente.

O Brasil é o maior exportador de soja do mundo e Santos é seu principal centro de exportação. O país sul-americano vem expandindo suas exportações de soja para a China desde que a China e os EUA – o segundo maior fornecedor global de soja, se engajaram em disputas comerciais em 2018, abalando o fluxo internacional de oleaginosas. 

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