Biocombustíveis

Produção brasileira de biocombustíveis em novembro permanece resiliente no ano

A produção brasileira de etanol e biodiesel à base de cana-de-açúcar permaneceu forte em novembro, apesar do final da safra, segundo dados divulgados quinta-feira pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

As usinas de açúcar produziram 2,24 bilhões de litros de etanol em novembro, um aumento de 2,1% em relação a 2,19 bilhões de litros em novembro de 2017, refletindo a robustez da cana-de-açúcar em 2018, segundo a ANP. A produção de etanol em novembro, no entanto, caiu 31,8% de 3,28 bilhões de litros em outubro, segundo a ANP.

A produção de novembro encerrou uma série de três quedas consecutivas no período de um ano a ano, quando a última safra de cana-de-açúcar recorde chega ao fim. Espera-se que a moagem de cana-de-açúcar diminua até o final de 2018 e permaneça baixa no primeiro trimestre de 2019, antes de voltar a subir em março-abril.

A produção de etanol beneficiou-se dos preços mais baixos dos adoçantes em 2018, o que fez com que muitas usinas desviassem mais da queda da cana-de-açúcar para a produção de biocombustível. A ampla oferta de biocombustível também levou a preços mais baixos, o que estimulou a demanda por etanol hidratado. O etanol hidratado compete diretamente com a gasolina, enquanto o Brasil também inclui uma mistura de 27% de etanol anidro na gasolina vendida na bomba.

Os motoristas tipicamente optam por encher tanques com etanol hidratado quando o preço de um litro do biocombustível é cerca de 70% ou menos do que o preço de um litro de gasolina, o que compensa o menor teor de energia do biocombustível. Cerca de 90% dos novos carros e caminhões leves são considerados veículos flex-fuel que podem operar com gasolina, etanol hidratado ou qualquer combinação dos dois combustíveis.

Nos primeiros 11 meses de 2018, a produção de etanol foi 15,0% maior, para 31,8 bilhões de litros, segundo a ANP.

As usinas de açúcar produziram 1,65 bilhão de litros de etanol hidratado em novembro, um aumento de 19,2%, ante 1,38 bilhão de litros em novembro de 2017, informou a ANP. Produção hídrica de novembro,

no entanto, caiu 29,9% de 2,35 bilhões de litros em outubro, refletindo mais uma vez o fechamento da safra, disse a ANP.

A produção de etanol anidro continuou a afundar nas vendas fracas de gasolina, que foram diretamente afetadas pela mudança para um maior consumo de etanol hidratado em veículos flex neste ano.

As usinas de açúcar produziram 593,3 milhões de litros de etanol anidro em novembro, uma queda de 26,9% em relação aos 821,0 milhões de litros de novembro de 2017, informou a ANP. A produção de etanol anidro em novembro também caiu 36,6% em relação aos 936,2 milhões de litros produzidos em outubro, segundo a ANP.

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BRAWN DE BIODIESEL

A produção de biodiesel permaneceu forte em novembro e deve continuar apresentando forte crescimento em 2019, em meio a expectativas de maior mistura biodiesel-diesel na bomba. O Ministério de Minas e Energia do Brasil anunciou em outubro que planeja aumentar o mandato de biodiesel-diesel do país para 15% até 2023, acima do atual mix de 10%.

O Brasil aumentará a mistura biodiesel-diesel para 11% em junho de 2019, com aumentos anuais de 1% esperados para seguir até o mandato de 15% ser alcançado em março de 2023, de acordo com o ministério. O cronograma final para os aumentos, no entanto, só será definido depois que os testes motores tiverem sido conduzidos nas novas misturas maiores de biodiesel e diesel, disse o ministério.

Cada aumento de 1% na mistura biodiesel-diesel vendida na bomba representa cerca de 600 milhões de litros de produção adicional por ano, de acordo com o Sindicato Brasileiro de Biodiesel e Bioquerosene, ou Ubrabio, e a Abiove.

Os dois grupos comerciais representam produtores de biodiesel no Brasil. Cerca de 77% da produção de biodiesel vem da soja, sendo 17% produzidos a partir de gorduras animais e o restante de matérias-primas como algodão e óleo de cozinha reciclado.

O Brasil produziu 479,1 milhões de litros de biodiesel em novembro, um aumento de 23,8% em relação aos 386,9 milhões de litros em novembro de 2017, segundo a ANP. A produção de biodiesel de novembro, no entanto, caiu 4,2% em relação ao recorde de 500,2 milhões de litros produzidos em outubro, que foi a maior produção mensal já registrada pela ANP, mostraram os dados da agência.

O Ministério de Minas e Energia espera que o novo mandato impulsione a produção interna de biodiesel para 10 bilhões de litros anualmente até 2023. Nos primeiros 11 meses de 2018, a produção de biodiesel cresceu 24,4% no ano, para 4,86 ​​bilhões de litros, disse a ANP.

O biodiesel é misturado apenas com o diesel vendido na bomba e usado em frotas particulares, portanto a demanda pelo combustível mais consumido no Brasil afeta diretamente o consumo do biocombustível .

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