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RenovaBio deve aumentar a produção de etanol em 2020

Este ano, o Programa Renovabio (uma nova política brasileira de biocombustíveis) deve permitir que a produção de etanol aumente acentuadamente no mercado doméstico. O RenovaBio deve entrar em vigor em janeiro de 2020 e muitas das decisões necessárias para a implementação do programa já foram tomadas.

O uso de outros tipos de matérias-primas (além da cana) na produção de etanol, como o milho, também deve favorecer o mercado brasileiro de etanol. Os agentes do setor acreditam que a produção de etanol a partir de milho aumentará substancialmente – a participação do etanol produzido a partir do milho na produção nacional total deve ultrapassar 10% nos próximos dois anos.

No Mato Grosso, estado número um de produção de etanol de milho no Brasil, três (de 15) refinarias são flexíveis – o que significa que usam cana e milho para produzir etanol – e duas produzem o biocombustível apenas a partir de milho. Em breve, outras refinarias desse estado devem começar a triturar milho para produzir etanol, enquanto outras devem ser construídas apenas para esse fim.

COMPETITIVIDADE DO ETANOL – Os preços do etanol devem continuar inferiores aos da gasolina nos principais estados produtores e consumidores do Brasil. A diferença entre as cotações desses dois tipos de combustível (considerando o desempenho energético), por sua vez, dependerá do poder de compra da população. Vale ressaltar que, quando o poder de compra da população aumenta, o consumo de combustível também aumenta, devido à maior compra de veículos e ao uso dos existentes.

MERCADO INTERNACIONAL – A EPA, Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, reduziu as estimativas para as importações brasileiras de etanol de cana. Agora, apenas 60 milhões de galões do etanol brasileiro devem ser importados, o que representa uma pequena parte do biocombustível total a ser usado pela frota norte-americana.

Atualmente, os Estados Unidos, a União Européia e o Brasil consomem cerca de 85% do etanol do mundo – outros 60 países já introduziram o etanol em sua matriz energética.

A Ásia pode mudar esse padrão de consumo no médio prazo, principalmente devido ao uso de veículos em países populosos – e que já enfrentam problemas ambientais. Porém, apenas um forte aumento na produção brasileira de etanol pode levar o Brasil ao grupo dos principais países fornecedores ao mercado asiático. Atualmente, a produção brasileira de etanol é apenas suficiente para abastecer o mercado interno – o Brasil exporta e importa quantidades similares do biocombustível.

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