Construção civil

Retomada de várias Obras espalhadas pelo Brasil dá o tom para novas contratações; confira a lista

O sinal verde foi acionado no tocante às retomadas das obras no Brasil, o que pode influenciar na abertura de milhares de oportunidades de emprego em diversos estados. No Nordeste, as obras do complexo eólico vão gerar 500 novos empregos. No Amazônia, a expectativa é muito mais ousada, após anúncio de pacote de obras que pretende gerar cerca de 20 mil postos de trabalho.

No caminho das grandes construções, que envolvem participação efetiva de colaboradores e maquinários pesados, a retomada mais aguardada é a da Comperj. O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro  promete contratar mais de 9 mil colaboradores para a conclusão da obra.

Confira a matéria atualizada sobre o Comperj ( Ao final do texto, você pode verificar grande lista de obras que serão retomadas e como concorrer à vaga de emprego)

Comperj: retomada das obras pode gerar até 9 mil empregos

Na primeira semana do ano a Petrobras anunciou a retomada das obras da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí. O processo segue em andamento avançado e tudo indica que ainda no semestre em curso novidade seja sinalizada.

A estatal convidou 30 empresas estrangeiras para o processo licitatório, que será realizado durante este ano. O início de operação da UPGN está previsto para o primeiro trimestre de 2020, com investimento em torno de R$ 2 bilhões. De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos em Niterói e Itaboraí, Edson Rocha, com a entrada de empresas estrangeiras, devem ser criadas entre 6 mil e 9 mil vagas, mas quase 3 mil delas podem acabar nas mãos de estrangeiros.

“Desde o início do Comperj o sindicato lutou para que o maior número de pessoas fossem capacitadas, foram diversos cursos de petróleo e gás além de outras modalidades. Na construção da Companhia Siderúrgica do Atlântico [em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio], tentaram trazer 500 chineses para a fabricação de aço”, lembrou.

A empresa – Thyssenkrupp – é uma das estrangeiras convidadas para a licitação do Comperj. “Nós sabemos que existem vários tipos de vagas e o nosso medo é que os empregos técnicos fiquem com estrangeiros, com a desculpa de não haver pessoas capacitadas para as funções”, acrescentou Edson Rocha.

A Petrobras informou, em nota, além de empresas estrangeiras, foram chamadas também brasileiras, de forma a ampliar o número de possíveis participantes da concorrência, mas não citou nomes e números. O documento frisa que a empresa contratada para realizar a obra deverá estar instalada no país, conforme as leis brasileiras, gerando empregos e movimentando a economia local.

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O prefeito de Itaboraí, Sadinoel Souza, prevê que apenas no município sejam criados pelo menos 5 mil empregos.

“Com relação a entrada de empresas estrangeiras, isso era algo que já era esperado. Há algum tempo atrás quando estive na Petrobras eles já falavam que buscavam parceiros estrangeiros. Contudo, achamos que a empregabilidade deverá ser priorizada para profissionais brasileiros e do município”, afirmou.

O presidente do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Leste Fluminense (Conleste), Helil Cardozo, ex-prefeito de Itaboraí, acredita que a retomada do Comperj possa gerar ISS mensal de R$ 10 milhões para a cidade.

“Além disso, temos uma lei municipal, que foi criada e aprovada no meu mandato, que garante 70% das vagas do Comperj seja preenchidas por pessoas do município”, ressaltou.

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