Petróleo

Salles diz que petróleo vazado veio, ‘provavelmente’, da Venezuela

Marinha busca fonte de derramamento de óleo em praias brasileiras

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse nesta quarta-feira que o óleo vazado na costa brasileira, e que atingiu praias de ao menos nos nove Estados do Nordeste, veio de um navio estrangeiro, “com derramamento acidental ou não”. A afirmação foi feita durante audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados. Além disso, Salles corroborou informação da Petrobras de que o petróleo seria venezuelano.

“Esse petróleo que está vindo, muito provavelmente, da Venezuela, como disse o estudo da Petrobras, é um petróleo que veio de um navio estrangeiro, ao que tudo indica, navegando próximo à costa brasileira, com derramamento acidental ou não, e que nós estamos tendo uma enorme dificuldade de conter”, disse.

Salles também usou o episódio para defender um aprimoramento de “mecanismos” que pudessem evitar tragédias ambientais como essa.

“Estamos tendo dificuldade de conter [o óleo] não por inação dos órgãos, que estão trabalhando incessantemente desde o início de setembro, mas pela estruturação de um mecanismo que, ao contrário dos casos de incidentes determinados, quando há um afundamento, um problema de ‘ship to ship’, quando é uma origem indeterminada e desconhecida, como o caso presente, a sistemática precisa ser claramente aprimorada e neste sentido estamos totalmente de acordo”, disse.

Demarcações indígenas

Salles minimizou a resistência do governo Jair Bolsonaro em fazer novas demarcações de terras indígenas no país. Ele defendeu que “já há bastante demarcações”. Ele citou que hoje 14% do território está sob controle de 1% da população brasileira, os povos originários. “É importante ter esses números para reconhecer que já há bastante demarcação”, disse.

Salles foi questionado sobre o assunto por alguns dos deputados presentes na comissão. “Sobre a informação colocada de que a Constituição deu prazo para todas demarcações, os governos anteriores tiveram 21 anos para fazer todas as demarcações e não fizeram. Se fosse algo fácil, esses governos teriam feitos”, disse.

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