Siderúrgica

Siderúrgicas brasileiras querem mais acesso ao setor de petróleo e gás

O Brasil deve adotar medidas que permitam à sua indústria siderúrgica maior participação no setor de petróleo e gás e aos programas e projetos de parceria de investimento.

Sergio Leite de Andrade, presidente da associação de siderúrgicas locais Instituto Aço Brasil (Iab) fez o argumento acima durante a cerimônia de abertura da Conferência Brasileira do Aço em Brasília, Brasil, em 20 de agosto.

A Iab saúda o fato de o governo estar criando condições mais favoráveis ​​para a competitividade da indústria siderúrgica e suas cadeias de fornecimento. Isso permitirá que o setor se beneficie de novas oportunidades na economia do país.

“Para a revitalização da indústria (de aço), solicitamos a adoção de medidas que possibilitem maior participação da indústria nacional nos projetos do setor de petróleo e gás”, disse Leite. “As medidas anteriores do governo reduziram drasticamente a parcela de bens produzidos no Brasil que abastecem o setor de petróleo e gás, substituindo-os por importações, como uma espécie de protecionismo reverso”, afirmou o executivo.

Segundo Leite, as perspectivas para o setor siderúrgico brasileiro não são otimistas no cenário internacional atual. “Além das medidas de defesa comercial tomadas pela maioria dos consumidores brasileiros de aço (… no exterior), os países da América do Sul estão sendo alvo de ações de desvio de comércio, já que não têm restrições semelhantes”, disse ele.

Dados da associação de aço da América Latina mostram que as exportações de aço da China para o mundo caíram 5%, mas suas exportações para a América Latina aumentaram 28% em 2018, “o que parece confirmar a teoria do desvio comercial”, acrescentou Leite.

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