Petróleo

Técnicas utilizadas para maior extração de petróleo em reservatórios

Técnicas utilizadas para maior extração de petróleo em reservatórios. Foto; Reprodução

As técnicas usadas por nós para extrair o maior volume de petróleo possível de  reservatórios, consiste no processo pelo qual o petróleo utilizável é extraído e removido do subsolo, considerando que o mesmo se encontra em bolsões profundos em terra e abaixo do fundo do mar.  Frenquentemente diversas empresas promovem painéis de discussões que giram em torno do futuro do petróleo, incluindo as técnicas e formas de extração do mesmo,  em 2017 a maior petrolífera  brasileira apresentou as técnicas utilizadas pela empresa neste processo.

O chamado ” gerenciamento de reservatórios” é o conjunto de técnicas que nos permite extrair o maior volume possível de petróleo dos reservatórios. Essa é uma atividade crítica na indústria de petróleo, pois está ligada diretamente ao aumento da receita proveniente do aproveitamento ótimo do potencial dos campos de petróleo.

O efetivo gerenciamento de reservatório, no entanto, ganha complexidade no ambiente de águas profundas e ultraprofundas, onde estão concentrados os nossos principais projetos. Em campos localizados em terra ou em águas rasas, os custos de intervenção nos poços são menores. Já em projetos de águas ultraprofundas, o custo de deslocar uma sonda para fazer essas intervenções é muito alto e, por isso, a opção mais econômica é realizar tais operações remotamente, a partir da plataforma de produção.

Acompanhe agora algumas das técnicas utilizadas pela Petrobras no processo de extração de petróleo em campos onshore e offshore:

Sísmica 4D: é uma espécie de fotografia do subsolo marinho tirada em diferentes momentos. Por meio da comparação entre as imagens obtidas – com intervalo de 3 a 5 anos – é possível identificar áreas pelas quais a água injetada no reservatório não passou e, portanto, não deslocou o petróleo contido ali em direção aos poços por onde esse óleo é produzido. As informações obtidas fornecem suporte à decisão de se perfurar um ou mais novos poços para conseguir produzir esse petróleo não deslocado pela água. A técnica foi utilizada com sucesso em Marlim, produzindo excelentes resultados.

Traçadores: são marcadores químicos injetados no reservatório que permitem que se identifique de que áreas está vindo o óleo produzido, permitindo que se faça uma calibração do modelo de escoamento do petróleo que está contido dentro do reservatório, subsidiando as atividades de gerenciamento de reservatório, como por exemplo o rateio das vazões de injeção entre os poços.

Perfilagem de produção: é uma espécie de eletrocardiograma do poço, realizada por ferramentas conhecidas como perfis elétricos, introduzidas no poço a partir de uma sonda.  A corrida deste perfil permite interpretar as condições de saturações de fluidos. A primeira perfilagem, realizada no final da perfuração do poço, identifica as condições originais dos fluidos ao longo de toda a espessura do reservatório. Perfilagens periódicas, durante o período de produção, permitem verificar áreas do poço em que está havendo produção de água excessiva e reduzir essa produção através do isolamento desses intervalos.

Completação inteligente: utilizada com sucesso e de forma intensiva nos campos do pré-sal, a tecnologia permite monitorar remotamente e em tempo real os dados de produção ou injeção, pressão e temperatura de vários intervalos do reservatório. A completação inteligente elimina ainda, durante a vida produtiva dos poços, a necessidade de intervenção com sondas marítimas para realizar isolamento total ou parcial de intervalos com elevada produção de água ou gás. O uso de completação inteligente no pré-sal foi uma das dez tecnologias que levaram à companhia a receber, em 2015, o prêmio OTC Distinguished Achievement Award for Companies, Organizations, and Institutions, reconhecimento mais importante que uma empresa de petróleo pode receber na qualidade de operadora offshore.

Injeção alternada de água e gás: método eficaz de gerenciamento de reservatório que, por meio da injeção de água e gás na rocha em diferentes momentos, permite a manutenção da pressão e, consequentemente a melhor recuperação do petróleo contido nela. Vem sendo utilizada com bons resultados nos reservatórios do pré-sal da Bacia de Santos.

Com os avanços tecnológicos alguns especialistas  já veem novas necessidades em soluções inovadoras de métodos para otimização do plano de explotação, aumento do fator de recuperação, bem como propostas para redução de custos e aumento da eficiência na perfuração, completação e restauração de poços, visando a estender a vida útil dos campos.

 

 

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