Energia

Um grande futuro para a Petrobras

Todas as multinacionais desejam fazer parcerias com a empresa. São reiteradas as declarações públicas, de seus dirigentes, como nos casos da Total e Statoil

Muito se comenta, na imprensa, sobre a dívida da Petrobras. Alguns exageram, afirmando ser a mesma “impagável”. Outros chegam a divulgar uma absurda “falência”, alardeando que a maior companhia brasileira estaria “quebrada”.

A dívida, ninguém discorda, é expressiva, como, de resto, são as de todas as petrolíferas. Ela decorre da política equivocada que congelou os preços dos derivados, por quatro anos, buscando o controle da inflação. Também motivou o endividamento a queda dos preços do óleo de US$ 140 para US$ 29 o barril. Os preços seguem deprimidos, oscilando entre US$ 45 e US$ 55.

O endividamento resultou, ainda, do plano de investimentos, ambicioso — o maior do mundo —, sustentável quando concebido, mas inviabilizado pelos baixos preços.

A dívida pode ser equacionada, reduzida, desdolarizada, com perfil alongado, mesmo sem a necessidade de vender ativos valiosos, estratégicos. O corpo técnico da companhia — representado pela Associação dos Engenheiros, entidade com 55 anos, que representa mais de três mil profissionais de nível universitário do Sistema Petrobras — já enviou proposta à direção da empresa nesse sentido.

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A venda de ativos promovida pela atual administração quebra a integridade da companhia, entrega o patrimônio a concorrentes, cria monopólios privados estrangeiros, aprofunda a desnacionalização da economia brasileira. Coloca a empresa na contramão da tendência mundial da indústria do petróleo, quando decide por sua exclusão de segmentos fundamentais como o gás natural, os biocombustíveis, a geração de energia e a petroquímica.

Os fatos demonstram, categoricamente, a solidez da Petrobras. Ela recebeu, este ano, pela terceira vez, o maior prêmio da indústria, concedido pela Offshore Technology Conference.

A produção de óleo vem batendo recordes sucessivos há sete meses. As reservas são crescentes. Nos últimos 13 anos, a empresa foi a única petroleira a acrescentar às reservas quantidades de óleo muito superiores às produzidas.

O perfil da dívida vem sendo alongado, ano a ano, saindo de cinco anos para mais de oito.

A Petrobras coloca títulos, no mercado internacional, onde há firme interesse em adquirir volumes muito superiores aos ofertados. Este ano conseguiu a façanha de tomar recursos com vencimento para cem anos.

Todas as multinacionais desejam fazer parcerias com a Petrobras. São reiteradas as declarações públicas de seus dirigentes, como nos casos da Total e Statoil. São palavras de Ben Van Beurden, presidente da Shell: “Queremos que essa parceria com a Petrobras seja uma das mais estratégicas da Shell no mundo. Temos muita confiança na Petrobras”.

A empresa é líder mundial na produção em águas profundas. Tem competência comprovada, reservas monumentais e equipe motivada. Isto tudo lhe assegura as vitórias do presente e o futuro grandioso.

*Ricardo Maranhão é conselheiro do Clube de Engenharia

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