Óleo e Gás

Venda de refinarias da Petrobras no Brasil atrai tradings, PetroChina, Saudi Aramco

A privatização planejada do Brasil de oito refinarias da Petróleo Brasileiro SA (PETR4.SA) atraiu várias das maiores empresas de comércio e petróleo do mundo como possíveis licitantes, disseram duas fontes com conhecimento do assunto.

Cerca de 20 empresas assinaram acordos de confidencialidade concedendo-lhes acesso aos dados das refinarias e sinalizando que estão considerando uma oferta, disseram as fontes, sob condição de anonimato para divulgar detalhes privados da venda.

A primeira rodada de ofertas não vinculativas para quatro das oito refinarias que a Petrobras colocou no bloco deve sair em 11 de outubro, disseram as fontes. As oito refinarias têm capacidade total de 1,1 milhão de barris por dia.

Entre os possíveis licitantes estão as empresas de comércio Vitol SA, Glencore PLC (GLEN.L) e Trafigura AG. As empresas locais Ultrapar Participações SA (UGPA3.SA) e Raizen, uma joint venture entre a brasileira Cosan SA (CSAN3.SA) e a Royal Dutch Shell (RDSa.L), também assinaram acordos de confidencialidade.

Outras empresas interessadas, segundo as fontes, incluem a PetroChina Co (601857.SS) e a Sinopec (600688.SS), que já possui uma joint venture com a espanhola Repsol (REP.MC). A Arábia Saudita, que está planejando uma das maiores ofertas públicas iniciais do mundo, também está analisando os números das unidades de refino.

O pedido para acessar a sala de dados é apenas o primeiro passo das empresas interessadas no negócio, e não significa que elas entregarão ofertas em 11 de outubro.

Petrobras, PetroChina, Ultrapar, Sinopec e Vitol não comentaram imediatamente o assunto. Raizen, Trafigura, Saudi Aramco e Glencore se recusaram a comentar.

NEGÓCIOS DE TRANSFORMAÇÃO

O acordo, que será um dos maiores desinvestimentos da Petrobras, transformaria a indústria de petróleo do Brasil e poderia arrecadar cerca de US $ 18 bilhões, segundo executivos de bancos que trabalham no acordo. O refino tem sido tradicionalmente estatal no Brasil, provocando chamadas ocasionais para controles de preços do governo.

Pelo menos a privatização parcial é amplamente vista como uma das melhores maneiras possíveis de trazer concorrência real à indústria petrolífera brasileira.

O Cade, órgão antitruste, já forçou a Petrobras a mudar seu processo de venda de refinaria para aumentar a concorrência, exigindo a venda separada de cada uma das oito refinarias. Um único comprador será impedido de comprar duas das maiores refinarias da mesma área, seja a nordeste, a sul ou a sudeste.

A Petrobras também está esculpindo ativos de logística, como oleodutos e terminais, para vender junto com as refinarias, disse uma das fontes.

Espera-se que a maioria dos grupos de licitação inclua operadores de dutos privados, possivelmente incluindo a francesa Engie e a canadense Brookfield, disse uma das fontes, explicando que as companhias de petróleo estão chegando até elas. Ambas as empresas adquiriram recentemente ativos da Petrobras.

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